A safra não se encerra na colheita. Mas, sim, quando se vende o último grão.
Ao investir em silos dentro das propriedades, os agricultores têm vantagens sobre aqueles que não usam estruturas próprias.
Além de ter a chance de dominar a oscilação das cotações, quem armazena na fazenda ainda contribui para o sistema produtivo do país reduzir seus custos de forma global na cadeia do agronegócio.
Veja algumas vantagens que se destacam nesse processo:
1. Comercialização da safra de forma parcial e no momento mais adequado: quem tem o produto “em casa” fica com o poder da decisão de vender pelo melhor preço e na ocasião mais oportuna.
2. Valorização do produto: guardando sua colheita em silo próprio, o produtor agrega valor, com a eliminação de taxas decorrentes da entrega de produto a terceiros e, assim amplia seus ganhos.
3. Redução de perdas quantitativas e qualitativas: o produtor tem a oportunidade de fazer o monitoramento da massa de grãos, acompanhando os sistemas de aeração e exaustão, fundamentais para a conservação da safra armazenada. Isso garante ainda uma qualidade diferenciada para oferecer à indústria, com a certeza de grãos sadios.
4. Possibilidade de contratação de frete em período de baixa demanda, na entressafra. Além disso, após a colheita, quem depende de armazenagem de terceiros acaba arcando também com o preço do frete para levar sua produção até um entreposto ou cerealista. E, em época de safra, o preço do frete costuma aumentar.
5. Aproveitamento dos subprodutos decorrentes do processo, podendo beneficiar ou comercializar as impurezas, cascas, etc., aumentando a rentabilidade como um todo.
Sem falar que, ao manter um sistema de armazenagem na propriedade, o produtor ainda tem a oportunidade de realizar a prestação de serviços de secagem para terceiros ou vizinhos.
O investimento em estrutura de armazenagem valoriza o patrimônio do agricultor, o que fortalece seu poder de negociação até mesmo para obtenção de novas linhas de crédito para ampliar sua capacidade produtiva.


